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Sábado, 4 de Abril de 2009
Colónia de Sacramento

artigas.JPG

Ao desembarcar no terminal rodoviário da cidade vem ao meu encontro Cláudia Gandini Sansón, responsável pelas relações públicas da Intendência, o correspondente à nossa Câmara Municipal.

– Não repare na desarrumação, fui levar as crianças à escola – alerta esta despreocupada mulher, na casa dos trinta anos, quando entro para o seu Toyota branco.

 

Não reparo, não. Porque haveria de o fazer? Despenteado, rosto por barbear e com umas olheiras profundas, apesar de até ter sido confortável a viagem, a única pessoa aqui com motivos para reparos só posso ser eu.

 

Muito segura de si, mais curiosa do que presente, Cláudia conduz-me pela avenida General Flores, passando pelo edifício neoclássico da Intendência que tem à sua frente uma estátua do herói da independência nacional, o general José Artigas. Bem proporcionada, qual Zorro em versão Dom Diego, a romanesca imagem talvez peca por excesso, pois Artigas era criollo, ou seja mestiço, e não é o que parece quando olhamos para a estátua.

 

Descemos a avenida rumo à zona ribeirinha, e num repente estamos no casco velho da cidade, depois de percorrermos uma série de ruas paralelas ladeadas por esguios e frondosos plátanos que providenciam a sombra necessária em dias de calor, como este.

 

 

 

Existem, incrustadas nos passeios, placas de falso mármore negro que indicam o exacto local por onde passava a muralha da cidade antiga. Se fizermos o trajecto a pé poderemos ler nelas, gravado em baixo relevo, a seguinte frase: «aqui começa o Centro Histórico de Colónia de Sacramento, Património da Humanidade».

 

Também os calhambeques, estacionados para sempre (ou assim parece) em determinadas esquinas são símbolos citadinos. Alguns servem de engodo junto a restaurantes ou lojas de recordações; outros dir-se-ia abandonados à sua sorte, que até nem é má. Não chove muito por aqui e talvez por isso as viaturas mantêm um aspecto aceitável, sem significativos vestígios de ferrugem.

 

 

 

Não posso negar que é um prazer chegar a um local é ter alguém à espera com a missão de nos depositar numa das mais requintadas unidades hoteleiras. No caso, a Posada Plaza Mayor, em pleno centro histórico.

Como não estou habituado a mordomias, talvez valorize em demasia o facto.

 

– Neste quarto ficou alojado o vosso presidente – anuncia, com alguma pompa, Claudia Gandini, no momento em que franqueamos a porta de entrada do melhor compartimento do rústico hotel de quatro estrelas, que junta um casarão espanhol de 1860 a um rancho português de 1700.

No pequeno pátio interior uma fonte jorra água permanentemente, o que é uma característica da hacienda espanhola.

publicado por JoaquimMDC às 16:29
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