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Sábado, 4 de Abril de 2009
Nomes que nos são familiares
A mistura de culturas e costumes reflecte-se também na toponímia. Inúmeras ruas evocam figuras que se destacaram em vários domínios, muitas delas com apelido lusitano. Fora do eixo histórico, citemos as ruas de Javier de Viana, Avelino Miranda, Manuel Freire, Eduardo Azevedo, Domingo Madalena, José Pedro Varela. E também as ruas que evocam as figuras mais conhecidos, como o pensador Carlos Vaz Ferreira, o chefe militar Aparício Sarabia (de Saraiva), e Baltasar Brum, um dos primeiros presidente uruguaios, de ascendência açoriana.

As tabuletas em azulejo com o nome das ruas – Calle de Solis, Calle Del Commercio, Cale San Francisco, Calle de Las Flores, Calle de Portugal, etc. –, foram feitas por artistas locais com base em desenhos dos azulejos originais «produzidos na fábrica de Santa Ana, em Portugal».

As buganvílias dominam os becos. Aqui conhecem-nas como flores de Santa Rita, que é também, como já vimos, nome de bastião, construído em 1726, e, já agora, de uma viela que está ligada às restantes, como um puzzle.
– As flores de Santa Rita – informa Liliana – têm origem na América Central, onde lhes chamam primaveras. Os portugueses trouxeram-nas para o Uruguai e utilizaram-mas como toldo vegetal, entre as paredes exteriores e a porta principal, numa dupla função de embelezamento e protecção solar.

Agora, num plano meramente semântico, avancemos com algumas «descobertas» – já dizia o arquitecto Walter que «para nós, o português é muito perceptível».

Os uruguaios dizem «amarelo», «já» e «chuvia» em vez de «amarillo», «já» e «lluvia», e optam pelo «buen dia» em vez do castelhano «buenos dias». Mas a sua expressão favorita, utilizada por tudo e por nada, é «bárbaro». Isto é bárbaro, aquilo é bárbaro, mas que bárbaro! Cláudia Gandini, por exemplo, utiliza um «bárbaro» em cada duas ou três frases.

Tal como nós, os uruguaios dizem «tá» quando estão de acordo com algo, e para se despedirem usam o «xau», que de tão usado é já universal. «Dar um chumbo» é dar um tiro e o «pochero» é um prato tradicional que lembra o cozido à portuguesa, tão popular em Colónia como o assado. O que não é coisa em pouco tendo em consideração a paixão que esta gente nutre pelo churrasco.

O envolvente centro histórico oferece a todos uma oportunidade única para testemunhar obras e conflitos que marcaram a cidade no passado, tal é proximidade das pedras com os factos. E isso sente-se quando se calcorreiam as lajes e paralelepípedos, a passo lento, pois é devagar que melhor se apreciam sítios aprazíveis como este.
publicado por JoaquimMDC às 17:31
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