.mais sobre mim
.links
.posts recentes

. LANÇAMENTO DO LIVRO «VIAG...

. Apresentação do livro «Ma...

. O Dragão Inebriado

. Os descendentes de Albuqu...

. O repouso do jesuíta

. Símbolo da Goa Dourada

. A relíquia de Cambaia

. Os dois rostos de Damão

. A cidade e o mato

. Uma estratégica Ormuz

.arquivos

. Maio 2010

. Fevereiro 2010

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.Reportagem realizada num portátil:
.Máquina fotográfica patrocinada por:
Sábado, 4 de Abril de 2009
Os candidatos e a literatura
Choveu mas não arrefeceu, a humidade aumentou até consideravelmente.

A caminho do hotel sou alertado pelo rufar de tambores e o toque de trompetes de uma fanfarra que anima as hostes de Beretta, candidato à eleição presidencial já em pré-campanha, apesar do escrutínio se realizar apenas daqui a um ano. Para colorir o evento juntaram ao grupo alguns gaúchos montados a cavalo e vestidos a preceito: chapéu de abas, botas altas com esporas, cinto com o punhal acoplado, e lenço vermelho à volta do pescoço.

Já no resguardo do Leôncia, e a propósito do circo eleitoral há minutos presenciado, ouço o seguinte desabafo de Dolores, a senhora da limpeza:
– Esse Beretta não me convence. E o Tabaré, o actual presidente, também não.

Para Dolores o senador Moreira é o que reúne mais hipóteses. – Queremos Moreira de volta – diz ela – pois por tudo o que já fez, não precisa de campanhas.

Moreira é um dos apelidos lusos mais usuais no Uruguai. Assim como Miranda. Há um prolífico poeta chamado Luís de Miranda, com duas dezenas de títulos publicados, que se prepara para lançar um livro (com edição prevista entre nós) denominado Velas de Portugal.
Miranda faz parte do colectivo Poetas del Mondo cuja newsletter, sem saber porque, passei a receber na minha caixa de correio electrónico. É certamente obra e engenho de Lúcia Santos, a poetisa de São Luís do Maranhão.

Umas horas depois regresso à rua e entretenho-me a procurar nas tabuletas e montras das lojas ainda abertas rastos visíveis da nossa passagem e permanência. Pergunto-me se haverá algum tipo de relação entre os proprietários da farmácia Da Costa (onde vou comprar um frasco de multivitaminas) e os empresários da indústria alimentar responsáveis por colocar no mercado, entre outros consumíveis alimentares, as latas de sardinhas Gomes da Costa, bem mais caras do que em Portugal.

Mais adiante, demoro o olhar no escaparate da livraria situada à frente da Intendência. Os preços praticados são iguais aos da Europa. Anoto alguns títulos e respectivos autores. «A história que nos pario» e «El lugar dos grandes pecados atroces», do escritor Júlio César Castro. «Ensayos sobre la indocrassia Rio Platense», de António Lezamo. «A história secreta de Montevideu», de Leonardo Borges. «Os índios uruguaios», de Rinzo P. Hugarte. Enfim, nomes a juntar aos de Eduardo Galeano e Mário Benedetti, os únicos autores uruguaios que conheço.
publicado por JoaquimMDC às 19:30
link do post | comentar | favorito
.pesquisar
 
.subscrever feeds