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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Portugal versus Uruguai
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Luísa Bastos de Almeida compara o actual estado das relações bilaterais entre Portugal e o Uruguai a um «casamento sem paixão». Ou seja: nada se passa. E isso de nada se passar não combina com a sua maneira de ser; sempre que pode tenta inverter a situação.
Do trabalho já efectuado, constava a assinatura de um acordo cultural e de educação, mas pouco se tinha feito para o implementar. Socorrendo-se da experiência que acumulara no Instituto Camões, Luísa meteu mãos à obra. Começou por solicitar uma leitora de português, que é a que se mantém ainda hoje em funções.
– A professora Raquel Carinhas, que se tem mostrado de uma competência exemplar, começou por dar formação a professores de português locais – diz.
A par da docência, a leitora funciona como agente cultural, divulgando as mais diversas iniciativas culturais.

O ensino da Língua Portuguesa é um dos objectivos do governo uruguaio, que discutirá em breve no parlamento uma proposta de lei no sentido de o considerar obrigatório. Até porque a língua portuguesa é já uma realidade na zona fronteiriça com o Brasil, «onde de manhã se dão lições em espanhol e à tarde em português». A população daí nem fala uma língua nem a outra, antes uma forma de portunhol.
– Claro que isso vai requerer mais professores e mais material didáctico. E doações de gramáticas e dicionários não têm faltado, da parte do Instituto Camões – lembra a embaixadora.
O governo Uruguai sabe bem que a língua portuguesa é um instrumento económico muito forte, pois o vizinho Brasil vai ser um gigante que crescerá ainda mais.
– Se a Guiné Equatorial está na CPLP porque razão não há-de estar o Uruguai? – pergunta, com toda a legitimidade, Luísa Bastos de Almeida.

O ano de 2007 foi fundamental para o relançamento das relações entre os dois países, tendo havido uma verdadeira comunhão de esforços aproveitando o facto de esse ano Portugal presidir a União Europeia e o Uruguai o Mercosul.
O presidente uruguaio, Tabaré Vasques, visitou Portugal em Setembro desse ano.
– Foi a primeira visita de um chefe de estado uruguaio a Portugal em duas décadas – nota a embaixadora.

Para além da agenda EU e do Mercusul, foram discutidos assuntos de defesa nacional (assinatura de acordos mútuos), foi estabelecido um acordo na área da saúde e outro na área económica. A negociação de duas fragatas portuguesas que o governo uruguaio pretendia adquirir, é assunto já resolvido. Uma dela foi vendida e outra doada, o que implica uma futura cooperação entre as duas marinhas. Portugal pode tirar partido da presença de capacetes azuis uruguaios nas Nações Unidas e das investigações de Ciência e Tecnologia em curso na Antárctida, colocando um cientista português na base que esse país tem nesse continente.

Uma das medidas da embaixadora foi reanimação da Câmara de Comércio que estava em perigo de encerramento. Outra área de cooperação a explorar é a da saúde. Há imensos médicos no Uruguai e o serviço de saúde é gratuito, como em Cuba. Luísa Bastos de Almeida lembra que «actualmente trabalham no INEM catorze médicos uruguaios».

Portugal tem também contribuído para a modernização do Estado uruguaio, «nomeadamente na área da justiça e cooperação penitenciária». O uso de pulseiras electrónicas é um programa que está ter sucesso no Uruguai. Exportamos para o Uruguai o conceito da Empresa na Hora e o sistema da Via Verde, que já existe no Brasil.
– Há que tirar proveito do capital emocional e histórico que é muito grande e poderá dar ainda muitos mais frutos no futuro – conclui.

Uma das áreas em que Luísa mais quer apostar é na cultura.
– Tivemos o ano passado uma exposição de fotografia «Museu Improvável», apoiado pela Calouste Gulbenkien, que foi um enorme sucesso – diz.
Portugal começa a ser olhado como um país de vanguarda, embora muito pouco se conheça acerca dos nossos escritores, artistas plásticos ou músicos.
Também uma exposição de cartografia dos séculos XVI e XVIII percorreu todos os departamentos e Casas da Cultura do país.
– As intendências, organizavam depois visitas guiadas aos alunos e assim, desse modo didáctico, era feita a ligação histórica de Portugal e Uruguai – acrescenta.

Com o apoio do Instituto Camões, e por iniciativa de Luísa Bastos de Almeida, a Embaixada de Portugal editou um trabalho em CD do Ensemble Vocal e Instrumento de Profundis, com músicos argentinos e uruguaios, que interpretam magistralmente o Códice de Oaxaca, da autoria do padre Gaspar Fernandes (1566-1629).
O «Cancioneiro Musical de Gaspar Fernandes» é um vasto documento considerado «um dos tesouros mais espectaculares de qualquer catedral do hemisfério ocidental», nas palavras do musicólogo norte-americano Robert Stevenson. O «Cancioneiro Musical de Gaspar Fernandes» integra o denominado acervo de «Oaxaca», México, património documental reconhecido, desde 1997, pelo programa UNESCO «Memory of the World Register».
publicado por JoaquimMDC às 13:59
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1 comentário:
De Ângelo Cardoso a 29 de Abril de 2009 às 18:54
Será sem duvida um local para eu visitar.
Muitos parabéns por esta iniciativa.

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