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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
O filósofo Carlos Vaz Fereeira

O peso da comunidade portuguesa em Montevideu é relativamente pequeno. A embaixada tem inscrito mil e quinhentos portugueses uruguaios, com fortes laços a Portugal, mas muitos há que mantêm apenas os apelidos ou uma ou outra afinidade qualquer.

 

A figura mais conhecida da comunidade lusa, é a do filósofo Carlos Vaz Ferreira, referência maior da intelectualidade uruguaia. Em 2008 assinalaram-se os 50 anos da sua morte.

– O facto de esse ano ter sido dedicado à vida e obra de Vaz Ferreira, diz bem da importância que ele tem no país – comenta a embaixadora, ao entregar-me um CD com informações sobre a vida desse pensador.

 

Referência em toda a América Latina, Carlos Vaz Ferreira, nasceu em 1872 e faleceu em 1958. Era de ascendência portuguesa pela linha paterna, e portuguesa e espanhola pela linha materna. Num Uruguai impregnado de positivismo, Vaz Ferreira, que era professor, introduziu no ensino uma postura aberta. Praticou e preconizou a reflexão com independência de escolas e sistemas de ensino, indo directamente aos problemas, tal e qual a realidade os apresenta. O seu nome foi lembrado como uma bandeira pelos estudantes universitários, em defesa da autonomia universitária, durante a ditadura de presidente Terra.

A obra de Carlos Vaz Ferreira abarca as áreas da filosofia pura, metafísica, ética, estética, filosofia da religião, filosofia jurídica social e pedagógica.

 

A embaixadora oferece-me ainda um livro de aguarelas sobre Fernando Pessoa, do argentino Hermenegildo Sábat, intitulado «Anónimo Transparente». Sábat considera esse livro «uma interpretação gráfica do poeta universal», à semelhança do que fizera anteriormente com a obra de Jorge Luís Borges, Carlos Gardel e Django Reinhardt, todos personagens solitários.

Trata-se de uma vintena de aguarelas com retratos de Pessoa, mais ou menos surrealistas, acompanhados de pequenos textos. Num deles, Sábat escreve o seguinte: «Capaz de sentir-se encantado pelo génio com maiúscula, Pessoa, monge sui generis, vestiu-se de renúncia e silêncio, lutando consigo próprio e os seus alteres egos, que o acompanharam em todas as suas dúvidas, crises e questões».

Na contracapa, o argentino comenta, com ironia: «se você deixa crescer o bigode e o escanhoa com cuidado, compra óculos de aros de tartaruga e decide usar um chapéu de aba larga, não esqueça que caminhar só e aceitar um obscuro posto numa qualquer escritório não são condições necessárias e suficientes para ser poeta. Agora, se pretende que as suas obras alcancem o nível de Fernando Pessoa, deverá ser tratado urgentemente por um neurólogo e um psiquiatra porque, pobre de si, está completamente louco.»

publicado por JoaquimMDC às 14:01
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1 comentário:
De gaston lasarte a 17 de Outubro de 2009 às 13:35
O filósofo Carlos Vaz Ferreira:

O Hemeregildo Sabat (autor do "Anómino Transparente", livro de aguarelas sobre Fernando Pessoa) mora na Argentina, mas é uruguaio.

Por favor corrigir.

Comprimentos,

GL

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